Amizade e prazer no Mundo Antigo
XVII Congresso Nacional de Estudos Clássicos
Natal, Brasil, 21 a 25 de setembro de 2009
 
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Painéis
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Painéis listados pela ordem alfabética do título, expostos no Setor 2, corredor central, durante todo o evento.
 

PN8 - A oposição entre gregos e celtas: o espaço sagrado na antiguidade
Erick Carvalho de Mello e Mariana Figueiredo Virgolino
Instituição: UFF - CEIA / NEREIDA
Orientador: Alexandre Carneiro Cerqueira Lima
Sumário: Objetivamos trabalhar com a oposição helenos e “bárbaros” por meio dos textos de Pausânias e de Diodoro Sículo no que concerne à ocupação do espaço sagrado (santuários) entre gregos e celtas na Antiguidade. Para tal, aplicaremos as noções de espaço criadas por M. Foucault (heterotopia) e H. Lefebvre nos testemunhos escritos e arqueológicos.

PN1 - A Rabeca de Orfeu: a Presença Mítica n’As Pelejas de Ojuara
Ubiratan Sá Cavalcante Filho
Instituição: Univ. Fed. de Alagoas
Orientador: Especialista Estudos Clássico - Francisco Jadir Lima Pereira
Sumário: Neste trabalho objetiva-se mostrar, não obstante as diferenças de gênero e o período da Historiografia Literária a que pertencem, existe uma relação entre a narrativa mítica de Orfeu, o Íon de Platão e a obra de Nei Leandro de Castro, As pelejas de Ojuara. Pretende-se, através de uma análise comparativa com base na teoria da intertextualidade, mais precisamente na relação análoga de idéias que circundam esses textos, proposta por Júlia Kristeva, observando de que modo o texto de Platão e a narrativa mítica se integraram na constituição do romance As pelejas de Ojuara de Castro, pondo em evidência as semelhanças e as poucas diferenças, os processos de absorção e transformação. Assim, o papel da literatura, bem como o da arte é o de ligar/interligar o homem ao sublime, ao inteligível, sendo o poeta que recebe o toque das Musas e a concessão dos deuses para produzir esse divino fenômeno.

PN2 - Historiografia e Gênero Biográfico na Vita Caligulae de Suetônio – Estudo e Tradução Anotada
Danielle Chagas de Lima
Instituição: Univ. Est. de Campinas (Unicamp)
Orientador: Paulo Sérgio de Vasconcellos
Auxílio: FAPESP
Sumário: O presente trabalho é parte de uma pesquisa de Iniciação Científica em andamento sobre a Vita Caligulae (Vida de Calígula), uma das biografias que compõem a obra De Vita XII Caesarum (A Vida dos Doze Césares) de Suetônio (69/70 – 122 d.C). Pretende-se apresentar alguns resultados acerca da discussão sobre o lugar de Suetônio nos gêneros biográfico e historiográfico romanos, bem como aspectos genéricos e estilísticos do autor observados durante a tradução, que contribuam para a apreciação do gênero a que o ele se filia. Visa-se, com isso, contribuir para examinar o modo como o gênero biográfico tem sido considerado nos estudos modernos da historiografia romana.

PN3 - O Bucólico e a Invectiva nas Dirae
Bárbara Elisa Polastri
Instituição: Univ. Est. de Campinas (UNICAMP)
Orientador: Patricia Prata
Sumário: Em nosso trabalho, parte da pesquisa que desenvolvemos para a monografia de final de curso, pretendemos apresentar o poema Dirae, um dos textos incluídos no Appendix Vergiliana, composto por poemas latinos diversos que foram sendo anexados às obras do consagrado poeta latino Virgílio. Além de apresentar o texto, buscamos tecer alguns comentários a respeito da polêmica questão de sua autoria. Também é nossa intenção apontar propostas de análises comparativas com duas obras latinas: Contra Íbis, de Ovídio e a Bucólica I, de Virgílio, com as quais as Dirae se assemelham no que tange, respectivamente, à invectiva e ao gênero bucólico.

PN4 - O Lugar dos Rejeitados: A Loucura da Tolerância à Repressão.
Amauri Morais de Albuquerque Júnior
Instituição: UERN
Orientador: André Victor Cavalcanti Seal da Cunha
Sumário: Podemos entender a loucura como uma “instituição” criada pelos homens para encerrar os seus fantasmas, os seus desvios de conduta, os seus desejos proibidos e não somente os seus indivíduos. Os ideais da renascença pregavam um modelo humano totalmente avesso ao projeto híbrido medieval, de um homem louco-racional. A “integralidade” das faculdades mentais era atributo fundamental ao homem esculpido segundo o modelo clássico, a partir disso os horizontes permitidos a loucura vem a se estreitar, consequentemente alargando os limites da norma. A loucura passa de tolerada a notada dentro dessa nova conjuntura. A partir disso são criados os espaços específicos (asilos) ao cerramento desses indivíduos e um saber médico, a psiquiatria, que vai ser "capaz" de estigmatizar e punir essa nova massa de degenerados urbanos, gerados pela alteração nas relações de produção frente ao capitalismo comercial.

PN7 - Os Gregos em Poseidônia e Metaponto: a Chora e a Asty como Cenários de Integração com os Indígenas.
Ana Paula Moreli Tauhyl
Instituição: Labeca - MAE - USP
Orientador: Maria Beatriz Borba Florenzano
Auxílio: FAPESP
Sumário: A pesquisa de iniciação científica intitulada “Os gregos em Poseidônia e Metaponto: a chora e a asty como cenários de integração com os indígenas, entre os séculos VIII e IV a.C.” tem como plano inicial a comparação entre estas duas colônias gregas situadas no sul da Itália, no que se refere ao uso do território e como isso pode refletir estratégias de inclusão e exclusão dos indígenas. O período focado pela pesquisa abrange desde a chegada dos colonos gregos na região até a chamada “conquista” lucana. O aspecto abordado, de acordo com o plano inicial, seria a organização geral do assentamento colonial grego, no que diz respeito ao formato e elementos da asty, à disposição da grade organizacional na chora e à comunicação entre chora e asty, através da presença ou ausência de muros e portas e do posicionamento dos santuários, das necrópoles e das áreas de residências.

PN5 - Política e Poder nos Relevos Assírios
Simone Silva da Silva, Jéssica Santos de Lima e Sandro Teixeira de Oliveira
Instituição: Univ. Luterana do Brasil
Orientador: Katia Maria Paim Pozzer
Auxílio: CNPq/ FAPERGS/ ULBRA
Sumário: Em nosso estudo percebemos que os relevos foram realizados dentro de um programa artístico de arquitetura e decoração do império Neo-Assírio que evidencia uma política expansionista e militar. Estes relevos fazem parte de uma cultura visual com características estéticas que legitimam a autoridade de um grupo dominante. Com o auxílio metodológico da iconografia e iconologia, buscamos identificar os valores estéticos que eram conferidos ao rei nessas representações. O estudo, também, procura identificar relações entre textos e imagens, o que possibilita o conhecimento das práticas e relações políticas do rei assírio que são reveladas através desses documentos. Os aspectos belos do rei transmitiam idealizações de poder, divindade, vigor e vitalidade. Esses aspectos faziam parte dessa cultura visual que mescla arte e legitimidade de poder.

PN9 - Religiosidade no Mundo Grego: Uma Experiência de Amizade Entre o Homem e os Deuses.
Sara Cavalcante Moreira e Debora de Morais Esmeraldo
Instituição: Univ. Reg. do Cariri
Orientador: Océlio Teixeira de Souza
Sumário: A religiosidade no mundo grego é abordada nos nossos livros clássicos sempre de mãos dadas com os mitos dos deuses e a convivência que estes tinham com os homens. Nesse trabalho teremos uma maior preocupação em analisar as especificidades da experiência concreta do homem grego com suas divindades em uma íntima relação de amizade. Assim, esse artigo ousa mergulhar na essência religiosa grega e extrair dela o sentido e uma compreensão do fazer e viver religião no mundo grego do século V a.C. Em uma abordagem antropológica atentaremos para o comportamento religioso do povo dentro de um cenário marcado por uma diversidade de deuses, mitos, contradições, mistérios e seitas. Tem-se ainda com o mesmo, o objetivo de criar uma ponte entre o tempo que foi e o tempo que é, ou seja, fazer um paralelo entre a experiência de religiosidade na Grécia Clássica e os rastros deixados no mundo Contemporâneo.

PN6 - Significação dos termos “escritos”, “falados” e “mentais” na lógica terminística de Ockham
Magno de Souza Simões
Instituição: PROMETEU - Univ. Fed. de São João del Rei
Orientador: Mariluze Ferreira de Andrade e Silva
Auxílio: PIIC - FAPEMIG
Sumário: Há duas propriedades básicas para a semântica medieval dos termos: significação e suposição. Segundo grande parte dos lógicos medievais, a significação é uma propriedade que se refere a três acepções de termo: escritos, falados e mentais. De acordo com a tradição escolástica, a correlação entre esses três tipos de termos é uma relação de significação. Assim, termos escritos significam diretamente os termos falados, que por sua vez, significam termos mentais. Porém, Guilherme de Ockham, Filósofo do século XIV, rejeitou a idéia de que essa correlação entre os três tipos de termos fosse uma relação de significação e a aceitou como relação de subordinação. A comunicação pretende apresentar parte da pesquisa que se dedica ao problema da subordinação entre os três tipos de termos mencionados. Em primeira instância buscando compreender o que se entende por "significação" e, em segunda, por que Ockham diverge da tradição escolástica.

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